1 de ago de 2014

Perdida em mim

Ahhh que orgulho só de voltar e achar um bom comentário, mesmo depois de estar longe há tanto tempo.
Minha meta para agosto é um texto por dia, seja de uma linha ou 10 páginas, só não quero mais parar.

Escolhi fazer isso hoje porque além ser 1º de agosto é uma sexta-feira e todo mundo sempre deixa tudo pra começar na segunda, mas quero, preciso e vou começar JÁ! Agora!

Remando contra a corrente que às vezes tenta nos tragar para o fundo, mas essa é a minha função lutar contra toda e qualquer perspectiva contrária, pois Desistir jamais será uma opção®

Chega de blá blá blá e vamos ao que interessa ;) 

Imagem: reprodução

Os nossos sonhos possíveis estranhamente só são realmente possíveis, quando nos conhecemos ao ponto de sabermos quem verdadeiramente somos, e, a partir disso tomamos consciência de onde pretendemos chegar.
No entanto, para se conhecer verdadeiramente antes de tudo é necessário perder-se em si mesmo, nos labirintos do próprio eu. É preciso saber identificar e sobre tudo respeitar o desconhecido que mora em nós. A partir do momento que decidimos buscar quem realmente somos por dentro é preciso estar pronto para um total desconhecido, pois quando você se volta pra o seu interior determinado a descobrir e entender o que há ali dentro, você entra em uma das maiores e mais arriscadas jornadas que o ser humano pode enfrentar (até arrisco dizer sem o menor conhecimento psicanalítico que é exatamente nesse ponto, nessa jornada, que muitos se perdem e chegam à loucura).
Mas ao passo que é uma caminhada tentadoramente interessante é algo extremamente angustiante, pois essa jornada uma vez iniciada parece não ter volta e nem fim. À medida que você se encontra e acredita conhecer algo de si mesmo, você passa a enxergar também algo totalmente desconhecido em si e na tentativa de compreender aquele algo novo que encontrou acaba por se perder por dentro de si novamente e volta a procurar algo que te a ajude a se reencontrar por dentro e torce para que quando se reencontrar por dentro ainda seja capaz de se reconhecer. E nessa caminhada continua você acaba vivendo eternamente em um ciclo de se perder tentado se encontrar para se conhecer, o que te faz se perder novamente na busca de se reencontrar rezando para que em meio ao furacão de sentimentos, desejos, objetivos e sonhos desconhecidos você consiga se reconhecer.  
 Beijos, Sther!

Nenhum comentário:

Postar um comentário